Curso Superior modalidade EAD

O ensino a distância (EAD), já tem uma história no Brasil apesar que falar nessa modalidade é pensar atualmente em computador, Smartphone e vídeo-conferências mas suas origens remontam ao velho e bom guerreiro rádio com Roquette-Pinto e sua Rádio-Escola Municipal no Rio de Janeiro em 1934 e que tinha a frente, na época, o secretário municipal de educação do Distrito Federal, o Rio de Janeiro era nossa capital federal, Anísio Teixeira (ENEM), posteriormente a televisão assumiu a dianteira nessa modalidade. Na década de 90 chega o computador nessas paragens com a internet discada, agora em 2018 a banda larga tem se disseminado em locais onde não imaginávamos ter uma internet ao menos aceitável hoje desfrutam dessa tecnologia, ok ainda temos muito a alcançar muito devido as nossas proporções e também a lerdeza de nossos líderes. Recentemente houve uma profusão de cursos superiores EAD ofertados por instituições de ensino privado mas infelizmente não na mesma proporção da área pública a ideia do EAD é justamente facilitar e incluir que está distante ou tem dificuldade de acesso aos grande centros de ensino.

Uma política pública do Governo Federal em levar/produzir conhecimento em locais de difícil acesso é a Universidade Aberta criada em 08 de junho de 2006 que segundo a descrição no site institucional sua missão é:

“o desenvolvimento da modalidade de educação a distância, com a finalidade de expandir e interiorizar a oferta de cursos e programas de educação superior no País”. Trata-se de um sistema integrado por universidades públicas que oferece cursos superiores por meio da educação a distância (EaD), prioritariamente, para a formação inicial e continuada dos professores da educação básica, assim como, dirigentes, gestores e trabalhadores em educação dos estados, municípios e do Distrito Federal. Atualmente, o Sistema UAB conta com 109 Instituições Públicas de Ensino Superior (IPES), ofertando 800 cursos em 771 polos (dados atualizados em jan/2018).

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Os Polos UAB são mantidos em regime de colaboração por estados e, especialmente municípios, visando garantir o apoio acadêmico, tecnológico e administrativo às atividades de ensino-aprendizagem.

Segundo o Edital Capes 05/2018 estão previstas no período de julho de 2018 a dezembro de 2019, cem mil vagas nos cursos:

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Nos Pólos serão ofertados os seguintes cursos:

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Mas para os pólos oferecem os cursos é preciso alcançar um certo nível de organização e excelência.

Do total de vagas a serem ofertadas 75% vai ser destinada para cursos da área de formação de professores.

Calendário – Inícios previstos.

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A Universidade do Estado do Pará (UEPA) também oferta cursos na modalidade EAD;

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Graduação:

  • Licenciatura em Matemática. (Pólos de Redenção, São Sebastião da Boa Vista, Jacundá, Parauapebas, Jacundá, Parauapebas, Barcarena e Breves).
  • Licenciatura em Pedagogia. (Pólos de Igarapé-Miri, Cametá, Dom Eliseu, Paragominas e São Sebastião da Boa Vista).
  • Licenciatura em Letras. (Pólos de Igarapé-Miri, Cachoeira do Arari, Cametá e Jacundá).
  • Licenciatura em Ciências Naturais. Habilitação em Química (Pólo de Marabá)
  • Licenciatura em Ciências Naturais. Habilitação em Biologia (Pólos de Paragominas e Altamira).
  • Licenciatura em Ciências Naturais. Habilitação em Física (Pólo de Igarapé-Miri)

Pós-Graduação

  • Especialização em Educação a Distância (Pólos de Bujaru, Breves, Tailândia, Redenção).
  • Especialização em Ensino de Sociologia no Ensino Médio. (Pólos de Moju, Dom Eliseu, Conceição do Araguaia, Breves e Altamira)
  • Especialização em Ensino de Matemática no Ensino Médio. (Pólos de Redenção, Marabá, Breves, Barcarena e Altamira).
  • Especialização em Ensino de Química.

A UEPA conta também com cursos de Especialização em Docência em Educação Indígena.

  • Especialização Docência em Educação Indígena – Gavião – Marabá.
  • Especialização Docência em Educação Indígena – Tembé – São Miguel.
  • Especialização Docência em Educação Indígena –  Suruí – Marabá.

 

 

Alfabetização Midiática e Informação

Hoje ao abrir minha caixa de entrada de email (sim eu faço isso ^^) me deparo com uma matéria do blog do Gerson Nogueira: Unesco defende ‘alfabetização mediática’ nas escolas e que foi retirado do Portal Comunique-se com pequenas supressões com o título: Especialistas defendem inclusão de “alfabetização midiática” nas escolas e que teve como fonte a Agência Senado com o título: Especialistas defendem inclusão de ‘alfabetização midiática’ nas escolas o Portal Comunique-se copiou na íntegra o texto da Agência Senado. É interessante notar o percuso que a informação faz para chegar até você e o quanto ela é modificada mas não é isso que quero falar. Tenho defendido entre meus amigos próximos a inclusão de uma matéria que ensinasse a “vermos” a mídia com outros olhos sei que não é uma ideia original pois já foi pensada nisto, não me importo, o que me preocupa é que em quanto eu e outros profissionais pensam em adicionar matérias o governo, usurpador, atual se atenha a querer extirpar disciplinas e ir na contra-mão da expansão e aprimoramento da educação em nosso país. Abaixo reproduzo o texto na integra. A única parte que discordo é o último parágrafo pois não vislumbro melhoria na educação enquanto este grupo político que tomou de assalto o poder estiver a frente do governo.

Capacitar os jovens para o uso crítico novas tecnologias e para a produção de conteúdo é um caminho necessário ao fortalecimento do uso livre e democrático da mídia. A avaliação foi feita nesta segunda-feira (7) pelo jamaicano Alton Grizzle, da Divisão de Liberdade de Expressão e de Desenvolvimento da Mídia da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), durante seminário promovido pelo Conselho de Comunicação do Congresso.

Segundo Grizzle, todos cidadãos precisam desenvolver habilidades e competências para entender o papel da mídia e ser capaz de utilizar ferramentas de comunicação para articular processos de desenvolvimento e mudança social. A Unesco recomenda que a Alfabetização Midiática e Informacional (AMI) seja incorporada nas escolas.

Conforme a Unesco, AMI tem como objetivo permitir aos alunos que tenham uma aprendizagem mais autônoma e para que possam “utilizar as mídias e as comunicações tanto como ferramentas, quanto como uma maneira de articular processos de desenvolvimento e mudança social”.

— Vemos agora uma mudança muito radical no que era o jornalismo tradicional. Agora, nós temos o cidadão jornalista, que cria a informação e a coloca em tempo real. Então, é importante que esses jovens tenham as competências para serem jornalistas adequados. Através da alfabetização midiática, nós podemos empoderar o cidadão. os jovens podem responsabilizar a mídia, podem ser intermediários e manter um ambiente midiático mais responsável — disse.

Também participaram do Seminário sobre Educação Midiática e Informacional no Brasil — um olhar a partir da perspectiva da Unesco — as estudantes Clarice Villarim e Maria Eduarda Silva de Oliveira. A primeira é aluna Colégio Dante Alighieri, escola particular de São Paulo. A segunda estuda na EMEF Casa Blanca, escola pública da capital paulista. As duas apresentaram os resultados de um trabalho conjunto de “prática educomunicativa pioneira” de análise e produção midiática. Os estudantes produzem vídeos, áudios e textos, além de oficinas de análise de mídia.

Segundo Clarice, a iniciativa tem dado maior protagonismo aos estudantes.

— Tem de haver essa troca de visões entre o aluno e o professor, principalmente nessa área de tecnologia, já que a minha geração nasceu num mundo midiatizado. Então, tem de haver essa troca — argumentou.

Maria Eduarda observou que a integração de tecnologias ao aprendizado tem deixados os estudantes mais motivados. Ela listou algumas das atividades desenvolvidas:

— A Educom.geração.cidadã.2016 possui uma página no Facebook, onde a gente posta todas as fotos, o processo do projeto, e um canal no YouTube, onde a gente posta os vídeos do projeto — informou.

Hoje apenas 4 milhões, dos mais de 38 milhões estudantes que frequentam escolas públicas, estão envolvidos com alguma atividade relacionada à comunicação e tecnologias, de acordo com Sandra Zita Silva Tine, assessora técnica do Ministério da Educação.

Para Raquel Paiva, pesquisadora do Laboratório de Estudos em Comunicação Comunitária da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e Ismar de Oliveira Soares, do Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional e presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores e Profissionais em Educomunicação, está na hora de avançar em uma política pública sobre Alfabetização Midiática e Informacional.

— Quem sabe, a partir de agora, nós tenhamos a oportunidade de dialogar com o MEC, com o Senado e com a Câmara dos Deputados, para podermos avançar, com passos bem dados, em torno da execução deste direito: o direito de 45 milhões de crianças e jovens do Brasil terem acesso a essa prática, a esse conhecimento. Isso será muito bom para a mídia, será muito bom para os profissionais, será muito bom para os educadores e, especialmente, para os jovens — disse Soares.