Alfabetização Midiática e Informação

Hoje ao abrir minha caixa de entrada de email (sim eu faço isso ^^) me deparo com uma matéria do blog do Gerson Nogueira: Unesco defende ‘alfabetização mediática’ nas escolas e que foi retirado do Portal Comunique-se com pequenas supressões com o título: Especialistas defendem inclusão de “alfabetização midiática” nas escolas e que teve como fonte a Agência Senado com o título: Especialistas defendem inclusão de ‘alfabetização midiática’ nas escolas o Portal Comunique-se copiou na íntegra o texto da Agência Senado. É interessante notar o percuso que a informação faz para chegar até você e o quanto ela é modificada mas não é isso que quero falar. Tenho defendido entre meus amigos próximos a inclusão de uma matéria que ensinasse a “vermos” a mídia com outros olhos sei que não é uma ideia original pois já foi pensada nisto, não me importo, o que me preocupa é que em quanto eu e outros profissionais pensam em adicionar matérias o governo, usurpador, atual se atenha a querer extirpar disciplinas e ir na contra-mão da expansão e aprimoramento da educação em nosso país. Abaixo reproduzo o texto na integra. A única parte que discordo é o último parágrafo pois não vislumbro melhoria na educação enquanto este grupo político que tomou de assalto o poder estiver a frente do governo.

Capacitar os jovens para o uso crítico novas tecnologias e para a produção de conteúdo é um caminho necessário ao fortalecimento do uso livre e democrático da mídia. A avaliação foi feita nesta segunda-feira (7) pelo jamaicano Alton Grizzle, da Divisão de Liberdade de Expressão e de Desenvolvimento da Mídia da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), durante seminário promovido pelo Conselho de Comunicação do Congresso.

Segundo Grizzle, todos cidadãos precisam desenvolver habilidades e competências para entender o papel da mídia e ser capaz de utilizar ferramentas de comunicação para articular processos de desenvolvimento e mudança social. A Unesco recomenda que a Alfabetização Midiática e Informacional (AMI) seja incorporada nas escolas.

Conforme a Unesco, AMI tem como objetivo permitir aos alunos que tenham uma aprendizagem mais autônoma e para que possam “utilizar as mídias e as comunicações tanto como ferramentas, quanto como uma maneira de articular processos de desenvolvimento e mudança social”.

— Vemos agora uma mudança muito radical no que era o jornalismo tradicional. Agora, nós temos o cidadão jornalista, que cria a informação e a coloca em tempo real. Então, é importante que esses jovens tenham as competências para serem jornalistas adequados. Através da alfabetização midiática, nós podemos empoderar o cidadão. os jovens podem responsabilizar a mídia, podem ser intermediários e manter um ambiente midiático mais responsável — disse.

Também participaram do Seminário sobre Educação Midiática e Informacional no Brasil — um olhar a partir da perspectiva da Unesco — as estudantes Clarice Villarim e Maria Eduarda Silva de Oliveira. A primeira é aluna Colégio Dante Alighieri, escola particular de São Paulo. A segunda estuda na EMEF Casa Blanca, escola pública da capital paulista. As duas apresentaram os resultados de um trabalho conjunto de “prática educomunicativa pioneira” de análise e produção midiática. Os estudantes produzem vídeos, áudios e textos, além de oficinas de análise de mídia.

Segundo Clarice, a iniciativa tem dado maior protagonismo aos estudantes.

— Tem de haver essa troca de visões entre o aluno e o professor, principalmente nessa área de tecnologia, já que a minha geração nasceu num mundo midiatizado. Então, tem de haver essa troca — argumentou.

Maria Eduarda observou que a integração de tecnologias ao aprendizado tem deixados os estudantes mais motivados. Ela listou algumas das atividades desenvolvidas:

— A Educom.geração.cidadã.2016 possui uma página no Facebook, onde a gente posta todas as fotos, o processo do projeto, e um canal no YouTube, onde a gente posta os vídeos do projeto — informou.

Hoje apenas 4 milhões, dos mais de 38 milhões estudantes que frequentam escolas públicas, estão envolvidos com alguma atividade relacionada à comunicação e tecnologias, de acordo com Sandra Zita Silva Tine, assessora técnica do Ministério da Educação.

Para Raquel Paiva, pesquisadora do Laboratório de Estudos em Comunicação Comunitária da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e Ismar de Oliveira Soares, do Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional e presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores e Profissionais em Educomunicação, está na hora de avançar em uma política pública sobre Alfabetização Midiática e Informacional.

— Quem sabe, a partir de agora, nós tenhamos a oportunidade de dialogar com o MEC, com o Senado e com a Câmara dos Deputados, para podermos avançar, com passos bem dados, em torno da execução deste direito: o direito de 45 milhões de crianças e jovens do Brasil terem acesso a essa prática, a esse conhecimento. Isso será muito bom para a mídia, será muito bom para os profissionais, será muito bom para os educadores e, especialmente, para os jovens — disse Soares.

Propostas de Governo de Dilma e Jatene

Caramba procurei as propostas de governo de Dilma e Jatene e por incrível que pareça “sumiram” dos sites oficiais. O jeito foi apelar para o Tribunal Superior Eleitoral. Calma não “entrei” com ação na justiça por isso. Visitei o site do TSE em busca das propostas de governo da presidente eleita e do governador eleito.

A idéia inicial era analisar e comparar as propostas de governos de partidos antagônicos em relação as novas tecnologias de informação mas o que me assustou é que os planos de governo são frontalmente diferentes em narrar a realidade para o plano de governo de Dilma o Brasil viveu um inferno na época de FHC e na era Lula o paraíso, no plano de governo de Jatene narra um apocalipse no governo de Ana Júlia e na época em que ele era governador vivíamos no Éden.

Plano de Governo de Dilma:

DIRETRIZES DO PROGRAMA 2011/2014

Este programa tem caráter provisório, uma vez que o definitivo deverá contemplar as sugestões de todos os partidos que integram a coligação que apóia a candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República.

A Grande Transformação

1.Há sete anos o Brasil passa por uma grande transformação econômica, social e política.

2.Depois de duas décadas de estagnação ou avanços medíocres, a economia brasileira voltou a crescer. Mas esse crescimento obedece hoje a uma lógica distinta daquela do passado. Ele se faz com forte distribuição de renda, com inédito equilíbrio macroeconômico, com redução da vulnerabilidade externa e, sobretudo, com fortalecimento da democracia. Há mais de 70 anos os períodos de expansão da economia brasileira acabaram frustrando as expectativas da maioria da sociedade. Ora concentravam riqueza. Ora vinham acompanhados de surtos inflacionários. Ora produziam elevado endividamento externo e interno. Ora sufocavam a democracia.

3.A partir dos anos 90 os investimentos produtivos foram reduzidos, o país sofreu restrições no seu parque industrial, a sua infra-estrutura foi comprometida, sobretudo na área de energia e transportes. Esta política debilitou as empresas estatais, e algumas foram privatizadas.

4.Programavam o Brasil para ser um país pequeno, que teria de conformar-se com a existência de 30 ou 40 milhões de homens e mulheres para os quais não haveria espaço e acesso às riquezas produzidas.

5.No Governo Lula, o crescimento do PIB, a expansão do emprego formal, os aumentos reais do salário mínimo, as políticas de transferência de renda, o controle da inflação, a queda da taxa de juros, a ampliação do crédito, as medidas para a reforma agrária e apoio à agricultura familiar, o aumento do comércio exterior e a reconstrução da infraestrutura mudaram tudo isso.

Em relação aos projetos para as tecnologias de informação no Plano de governo de Dilma:

h) ampliação da inclusão digital, banda larga acessível a setores populares e difusão dos avanços científicos e tecnológicos;

k) ampliação da desconcentração do sistema de ciência e tecnologia no território nacional;

n) construção de mecanismos para que os investimentos estrangeiros sejam vinculados à efetiva e inovadora transferência de tecnologia e possam promover a atração de centrosinternacionais de pesquisa e desenvolvimento para o Brasil.

Educação de qualidade, ciência e tecnologia para construir uma sociedade do conhecimento

No ensino superior estarão funcionando, até o fim do ano, 16 novas universidades públicas e 131 novos campi. Por meio do PROUNI, foram criadas oportunidades para que mais de 500 mil jovens de baixa renda pudessem ter acesso ao ensino superior.

30.Os investimentos do Governo em ciência e tecnologia explicam o 13º lugar que o Brasil passou a ocupar na produção científica mundial.

d) expandir o orçamento da educação, ciência e tecnologia e melhorar a eficiência do gasto;

 

Plano de Governo de Simão Jatene

Pacto pelo Pará

Simão Jatene

No Pará somos mais de sete milhões de pessoas e crescemos 150 mil a cada ano.

Deste total, 2,5 milhões vivem com menos de R$ 4,00 por dia. Com indicadores sociais dramáticos em um território maior do que Alemanha, França e Portugal juntos, temos sol, água, florestas, minérios, etc.. e uma infinidade de formas de vida que precisa ser preservada. Muitas vezes trocando “suor e natureza” apenas por subsistência e algunsprodutos de exportação que enriquecem uns poucos, geramos anualmente menos de 60 mil novos empregos, empurrando para a informalidade, ou marginalidade, quase 100 mil jovens a cada ano. Sem possibilidade de aumentar impostos diante de uma carga tributáriaque já se aproxima de 40% de tudo que é produzido no País, o governo doEstado terá em 2011 em torno de R$ 135,00 por habitante para gastar em educação, saúde, segurança, água, saneamento, transporte, cultura, esporte, lazer, etc.

Esse é o ponto!

(…)

Pro Pará voltar a crescer.

Durante 12 anos consecutivos, no período de 1995 a 2006, o Pará teve umcrescimento raras vezes experimentado em sua história. Infraestrutura,produção, saúde, educação, segurança e gestão do Estado. Todos os setorestiveram melhorias visíveis. Os resultados foram sentidos pela população. Osentimento dominante, antes, era de um Pará estagnado, sem futuro. Aauto-estima do paraense estava em baixa. Tudo isso mudou, para melhor, ea esperança voltou.

A energia elétrica chegou firme e forte a lugares em que o povo tinha queracioná-la a maior parte do tempo ou se virar a seu modo. A malharodoviária foi recuperada e ampliada, integrando várias regiões do Estado.Cinco hospitais regionais foram construídos para levar saúde de melhorqualidade a todos os cantos do Pará. O perfil da economia do Estadomudou, dando início à produção com maior valor agregado, que gera maisempregos e renda. O turismo foi retomado. Na educação, foi dada ênfase aoensino profissionalizante com as Escolas de Produção. A segurança foimodernizada. O Pará vivia o novo tempo, o Novo Pará.

O Pará, enfim, seguia o caminho do crescimento em todas as direções. Umcrescimento planejado e executado para chegar a todas as regiões, a todosos municípios do Estado. No primeiro momento, aconteceu a “mudançada base produtiva”. O primeiro salto de qualidade, que buscava agregar valor à produção e modernizar a economia. O beneficiário, claro, era o povo paraense, que passou a ter acesso a mais emprego e mais renda. O segundo momento foi o da “municipalização do desenvolvimento”, ou seja, de levar os frutos do crescimento diretamente aos municípios, onde ocidadão vive e trabalha.

O crescimento continuado, porém, foi interrompido há 3 anos e meio. A partir de 2007, o que se viu foi o abandono sistemático do planejamento e dos programas que vinham sendo executados. A saúde, que chegou a ter 3 hospitais de referência, foi sucateada. O ensino chegou ao ponto mais negativo: em 2009, o Pará ficou em último lugar pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do Ministério da Educação. A insegurança é sentida na pele da população, até mesmo nas outrora pacatas cidades do interior. A malha viária foi destruída. A economia estagnou. E quem sofre as consequências é o povo, novamente às voltas com a desesperança, o pessimismo, a falta de perspectivas de futuro. A auto-estima, já em baixa, piorou com as sucessivas derrotas políticas do Pará,consequência da irrelevância a que o Estado foi reduzido.

O paraense merece sorte melhor. O PSDB, juntamente com os partidos PPS, PMN, PRP, PRTB, PSDC, que formam a coligação “Juntos com oPovo”, quer, novamente no Governo, resgatar a auto-estima, o otimismo, a esperança. Quer investir na qualidade de vida, no bem-estar de todos. E, para isso, quer fazer o Pará voltar a crescer, porque isso é possível e a Coligação “Juntos com o Povo” sabe como fazer. O Pará dá agora um terceiro e decisivo passo rumo ao futuro que ele quer e merece ter. É chegada a hora de realizar uma tripla transformação, que o colocará novamente no papel de protagonista do seu desenvolvimento humano e econômico. Falamos da transformação pelo conhecimento e novas tecnologias, da transformação pela produção, e da transformação pelas novas formas de gestão e governança. Este é otripé do estado moderno, que sustentará a retomada do crescimento do Parános próximos anos. Um crescimento que possa ser medido não apenas peloseu Produto Interno Bruto, mas pela felicidade das pessoas.

O Jatene fala de um período maravilhoso que ocorreu entre 1995 a 2006 mas se este período foi tão bom por que o povo quis romper a trilha tucana?

Transformação pelo conhecimento

(…)

A tecnologia da informação, a inovação e o conhecimento vão ajudar oPará a superar as distâncias que o separam do mundo contemporâneo. Mas,para isto, será preciso encurtar também a distância entre essas tecnologias ea vida real das pessoas. Isso sim é facilitar a vida, com qualidade, rapidez,conforto, eficiência e bons serviços.

Em todos os setores é possível inovar e o governo do PSDB vai criar ascondições para que a tecnologia seja o caminho por onde os benefícioschegarão a todos os paraenses.

Transformação pela gestão

(…)

Cidadão não é cliente. É cidadão.

O Pará precisa transformar a relação entre o estado e o cidadão. E só vaiconseguir isto modernizando a sua máquina administrativa, com novasformas de gestão e governança no serviço público. O estado moderno,aquele que não é feito de clientelismo, paternalismo, patrimonialismo eoutros “ismos”, corrige a distorção dos que vêem o cidadão como umcliente do estado. O cidadão é sim o legítimo dono do bem público. São aspessoas que detém o poder sobre os bens públicos, a elas tudo deve estardirecionado.

No atual momento, os paraenses não se sentem donos do Pará porque essanoção de exercício de poder só pode ser efetivamente percebida pelo povose este tem acesso a serviços públicos eficientes e de boa de qualidade.

Vale lembrar que perdemos a posse de bens durante e era tucana, Jatene falou dos “ismos” esqueceu de falar em “ão” de privatização, lembra CELPA? Será que a COSANPA vai ter o mesmo fim?

PROPOSTAS DEFENDIDAS PELO CANDIDATO SIMÃO JATENE

(SÍNTESE)

(…)

Ampliar a prestação de serviços em tempo real na área de Saúde consultas, troca de prontuários, atualização profissional de médicos eenfermeiros), através da internet, para facilitar o tratamento de pacientesnos municípios interioranos e estimular a permanência dos profissionais dosetor no interior do estado.

Reforçar a parceria com as universidades, para a ampliação dos parquesde ciência e tecnologia em todas as regiões do estado.

Intensificar o projeto de interiorização da Uepa e ampliar a oferta decursos nos municípios.

Mas em relação a tecnologia deveriam ter mais propostas falo isso tanto para Jatene quanto para Dilma. Tanto que a palavra internet aparece apenas duas vezes no documento tucano que possui 14 páginas e no documento petista aparece apenas uma vez em um documento de 23 páginas. Lamentável que Dilma e Jatene deem pouco valor a um tema importante como tecnologia e internet.

Lamentável também que eles percam tempo se auto-elogiando nos documentos gastaram páginas inócuas e gastarão a paciência de que se propor a ler as proposta de governos.

Ainda vou ler as propostas dos candidatos derrotados não é porque eles perderam que todas suas propostas devem ser deletadas alguma coisa deve se salvar e caso ache algo interessante irei enviar para o governador e a presidente eleita.

Outro susto que levei foi em relação a declaração de bens dos candidatos principalmente o senador Flexa Ribeiro, eleito ou não falta resolver se terá nova eleição para senador no Pará devido ao caso Jader Barbalho/Paulo Rocha, possui mais bens que Dilma, Serra, Jatene e Ana Júlia juntos!!

 

Total de bens declarados junto ao TSE:

R$ 1.066.347,47 Dilma

R$ 1.421.254,87 Serra

R$ 86,698,34 Ana Júlia

R$ 4.583.434,21 Jader

R$ 1.244.332,00 Jatene

R$ 8.547.965,50 Flexa